Identificar a qualidade das piadas não é uma comédia, é um drama.
Três fatos: (1) Este Blog completou cinco anos de existência no ano passado (foi “inaugurado” em 14/11/2005); (2) De lá para cá foram feitas mais de 1800 postagens; (3) Apesar dos dois fatos anteriores, ainda temos dificuldades para definir o que é uma Piada de Qualidade. É sobre esse problema e sua solução que trataremos aqui.
Se perguntarmos às pessoas sobre o que é uma piada de qualidade, uma boa parte delas responderá manifestando sua preferência por um tema específico, como loiras, sogras, Joãozinho, picantes, etc. Uma outra parcela das pessoas falaria que prefere um estilo, como em vídeo, escrita e, principalmente, curtas. Nos tempos atuais tem crescido a procura pelo humor de pouca duração, piadas pequenas, rápidas, enfim, piadinhas. Mas mesmo que alguns citem as respostas já mencionadas, é certo que a enorme maioria dirá que uma piada de qualidade é engraçada.
Parece simples e óbvia a última das respostas acima, não? Mas, não é. Afinal, a própria diversidade das pessoas amplia muito o conceito de engraçado. Será que uma piada contada pelos humoristas Danilo Gentili ou Rafinha Bastos faria rir um fã do Tiririca ou do Ari Toledo? Provavelmente não. Sem contar que existem ainda aqueles que preferem as “sem graça”, “sem sentido”, cretinas e imbecis.
Um Método e um Índice de Qualidade.
Bem, essa definição é de grande importância para nós, já que permite buscar e oferecer conteúdos que agradem a quem lê o blog, pois essa é nossa intenção. Assim, diante das dúvidas e alternativas já mencionadas, resolvemos usar conceitos de administração e estatística, como demanda e relação custo-benefício, para definir e apurar a qualidade das piadas. Quer saber como? Não é muito simples, mas vamos lá de forma um pouco sintética.Em primeiro lugar consideramos que temas muito procurados tendem a implicar em qualidade, pelo simples fato de, se encontrado, atender às expectativas do leitor. Em segundo lugar, é fato que a rejeição a uma piada (um dado estatístico) é proporcional ao tamanho dela. Com essa informação e munido de muitas estatísticas é possível criar um índice de custo-benefício a partir da proporção rejeição/tamanho. (Eu avisei que era confuso!)
Só para ilustrar (ou confundir): uma piada curta pode ter uma rejeição proporcionalmente muito alta, sendo de qualidade ruim; e, por outro lado, uma piada longa que apresente baixa rejeição provavelmente tem qualidade boa.
Finalmente, é claro que para usar esses conceitos na prática dependemos de um bom bocado de cálculos matemáticos e trabalhos quase braçais.




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